Artigo de Esportes
A digitalização chegou a todos os setores – inclusive ao esporte

Streaming, resultados via apps em tempo real, anúncios de contratações exclusivos pelas redes sociais e até mesmo ‘bolões’: quem poderia imaginar que o esporte ficaria tão digital?

Desde que os brasileiros pudessem ver a Seleção em uma partida ao vivo e em cores, na Copa do Mundo de 1970, no México, até hoje, passaram-se 49 anos, e transmissão não só do esporte mais popular do planeta, como também de todas as outras modalidades, passou por uma transformação significativa.

Se antes os torcedores e demais interessados estavam limitados a acompanhar somente o que as grandes emissoras transmitiam – naturalmente os eventos com maior audiência – nos tempos atuais a digitalização nos permite acompanhar qualquer conteúdo esportivo como, onde e quando bem desejarmos.

Prova disso é a queda acentuada no número de assinaturas de TV a cabo no País – serviço no qual o esporte sempre teve um papel de enorme destaque: somente em novembro de 2018 o mercado de TV paga perdeu cerca de 120 mil, de acordo com dados da própria Anatel.

Netflix de esporte

Além da concorrência dos streamings de filmes – como a Netflix e o Prime Video – as operadoras agora têm de lidar com os streamings esportivos, que oferecem serviços live e (algo impensável há alguns anos atrás) on demand – afinal todo mundo gosta de assistir os “melhores momentos”. EI Plus, DAZN e MyCujoo, somente para citar três players, vêm amealhando assinantes e ainda não perderam o apetite, em uma corrida para garantir a transmissão dos maiores eventos esportivos do mundo para seus clientes – sejam nas telas dos smartphones ou dos tablets.

A transmissão esportiva não é o único setor esportivo que foi profundamente marcado pela digitalização: as coletivas de imprensa dos clubes com milhares de câmeras de TV se espremendo pelo melhor ângulo foram substituídas por lives nas redes sociais, o jornalismo-fofoca teve seu trabalho facilitado (basta apenas seguir os atletas no Instagram), etc. Até mesmo aquela aposta com os colegas para adivinhar qual equipe ou atleta seria o vencedor de determinada competição (o famoso “bolão”) ganhou sua versão em bytes: sites especializados se incumbem de contar os pontos, atualizar a classificação e alguns até mesmo dão dicas aos concorrentes.

Mais tradicional?

A digitalização dos ambientes de trabalho e dos processos é uma tendência global em todo o mercado, e isso não seria diferente no ramo esportivo. Seja em localidades onde o valor comercial do esporte é enxergado há tempos, como América do Norte e Europa, seja em localidades onde a atenção para esse aspecto só foi se desenvolver recentemente, como América do Sul e África. A questão é que o esporte é um mercado como qualquer outro e deve ser enxergado como tal pelas empresas envolvidas com ele, que não podem se furtar de implementar as principais tendências em uso por ramos tão distintos como TI e indústria automobilística, em suas próprias rotinas de trabalho.

Para aquele mais tradicionalista, que ainda não vê relação entre o esporte e o mundo digital, deixo aqui uma “provocação” final: quando você poderia imaginar que aquele atacante catimbeiro do seu time não conseguiria cavar aquele pênaltizinho “Mandrake” por causa de um cameraman enxerido que transmitiu aquela amolecida de joelhos antes do contato para um outro zé-mané em uma sala dentro do estádio que “dedurou” a artimanha para o juiz em um contato via rádio?

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