A entrega é mais importante do que a geografia

Não é de hoje que o modelo de trabalho se tornou pauta forte dentro de empresas de todos os portes e segmentos. Durante as últimas décadas, funcionava bem o formato tradicional do funcionário que acorda cedo, bate o ponto, executa sua tarefa do computador da empresa sentado em sua mesa decorada com blocos de notas, clipes ou calendários de clientes. E vez ou outra sai do escritório para atender uma demanda externa.

Por inúmeros motivos, de uns anos para cá esse padrão foi se perdendo. Ou seja, ele deixou de ser aplicável em diversas áreas, e a busca por um modelo de trabalho remoto, seja full-time ou com determinados dias de home office, vem aumentando tanto no que diz respeito à busca, por parte dos candidatos, quanto de oferta das empresas.

Home Office

Dentre os motivos mais relevantes, podemos ressaltar a praticidade, tempo gasto com deslocamento e, principalmente, o reconhecimento de um fator-chave: respeitar o “modus-operandi” de cada indivíduo e permitir maior flexibilidade para extrair um resultado mais satisfatório de cada um. Ou seja, o coração da estratégia exige sensibilidade por parte da liderança para compreender que as pessoas funcionam de formas diferentes, e aprender a extrair o melhor de cada uma.

O trabalho remoto é uma via de duas mãos. Demanda mais empenho, comprometimento e organização – inclusive de horários – por parte do funcionário e, ao mesmo tempo, exige que a empresa seja mais flexível, ofereça as ferramentas necessárias para que a equipe tenha à disposição as informações necessárias para executar as tarefas diárias, como  acesso remoto e dispositivos de segurança cibernética para os equipamentos utilizados fora do perímetro da empresa.

E ainda que tenhamos evoluído tanto em modernização e trabalho remoto, muitos profissionais ainda preferem o modelo tradicional, pois a mudança de ambiente é importante para a diferenciação entre o trabalho e a rotina da casa. E há espaço para estas preferências também. O que importa, no fim das contas, é que o funcionário tenha uma experiência de trabalho satisfatória, que permita maior conforto, autonomia, segurança e que, consequentemente, gere maior produtividade. Seja no escritório fixo, em casa, em um coworking, etc.

Se os resultados são o alvo de todo o funcionamento corporativo, inovar se tornou uma questão de sobrevivência no mercado. O mundo do trabalho ao qual nos acostumamos já não existe mais, e a questão principal agora é: você está preparado para as mudanças?