Keep calm and carry on pitching!

Por Luciane Bernardi

Esse foi o slogan do Encontro Anual de PR do Plexus, grupo de agências de comunicação do qual a Capital Informação faz parte desde 2017.  Neste ano, o evento aconteceu em Londres e contou com a participação de 10 agências do mundo (Londres, Holanda, França, África do Sul, Itália, Dinamarca, Polônia, Espanha, Alemanha e Brasil). O destaque ficou por conta da agenda recheada de apresentações e troca de experiências.

E, apesar da grande produtividade do encontro, o mais interessante foi saber que os perrengues locais – são na verdade globais. Ou seja, muitos dos problemas os quais sofremos por aqui são comuns aos outros países, tais como: extinção da imprensa; e a difícil comprovação do ROI de PR nos dias atuais; a cultura do ‘over service’; entre outros temas complexos.

Uma das muitas lições aprendidas por lá veio de Neil A. Backwith, ex-CEO da Porter Novelli, uma das três maiores agência de PR do mundo. Ele, aposentado como dono de agência, mas super ativo como autor de livros sobre gestão de agências de comunicação, falou por horas sobre a importância do tempo.

Para ele, o tempo significa tudo: dinheiro/custos/fee e ao mesmo tempo performance/eficiência/produtividade.  O tempo é a referência para tudo. Nesse sentido, o timesheet tornou-se uma das principais ferramentas de gestão a todas as áreas de uma agência, do departamento financeiro ao atendimento ao cliente.

Gestão do tempo em agências de comunicação

Neil falou sobre a importância da construção de parâmetros para um timesheet eficiente principalmente para o gestor da agência. Nesses parâmetros devem ser considerados:

  • Billable Time – todo o tempo gasto no trabalho com o cliente;
  • New Business – o tempo gasto na definição da atividade para novos negócios;
  • Investment Time – tempo (unbillable, ou “incobrável”) e colocado em ações que garantam o crescimento do negócio;
  • Training – mensurar o tempo gasto com treinamento oficiais e informais e dentro e fora do ambiente de trabalho;
  • Internal Management – tempo non-billable (não cobrado) consumido na gestão de pessoas e dos negócios;
  • Internal Admin – tempo non-billable (não cobrado) destinado à qualquer atividade interna.

Portanto, é a segmentação, a contabilização e o bom uso do tempo que faz nascer um bom gestor de uma agência. Se a palestra de Neil já me esclareceu muitos pontos sobre a mensuração do tempo, não vejo a hora de começar a ler seu livro “Managing professional communications agencies”, do qual vou futuramente compartilhar – por partes – nesse espaço.

Concluindo, estou certa que muita coisa boa vem por aí. Valeu, professor!