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Segundo pesquisa da FIA-USP, sobre gestão de pessoas na crise da pandemia, 46% dos funcionários que estão em posição de escolha pelo trabalho remoto adotaram o esquema de modo permanente

Quem tem o privilégio de trabalhar de casa neste momento, vive quase que numa bolha. Mas felizmente, essa é a realidade para muitos profissionais de comunicação e marketing. Entramos na classificação de atividade que é possível executar à distância e segue no home office. Desde março de 2020, estamos trabalhando exclusivamente de maneira remota na Capital Informação.

Não se trata de uma opção, e sim uma necessidade do momento. Mas o que podemos esperar do futuro? O que se sabe é que viveremos em um ambiente híbrido, já que as empresas também experimentaram certa economia com espaços físicos e contas que estavam acostumadas a pagar antes da pandemia. Além disso, é inegável a vantagem para o funcionário a ausência do deslocamento como questão importante para a qualidade de vida, o que se reflete em aumento de produtividade na maioria dos casos quando a gestão é bem realizada.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP) sobre a gestão de pessoas na crise da pandemia, 46% dos funcionários que estão em posição de escolha pelo trabalho remoto adotaram o esquema de modo permanente, sendo que 33% optaram pelo modelo híbrido. Para 94% dos gestores participantes a modalidade de teletrabalho tem atingido e em alguns casos, até superado as expectativas.

O presencial continua sendo vital, pois somos pessoas e a interação em grupo de maneira física oferece inúmeros benefícios. Na América Latina, ou mais especificamente no Brasil, temos ainda um perfil social forte, focado no relacionamento interpessoal, o que reforça a importância da volta do presencial assim que for seguro.

E para o futuro, a única coisa que sabemos é que nada será como antes! Porém, dificilmente vamos criar algo extremamente novo e mirabolante. O que deve acontecer é a união destas duas formas de interação no trabalho, com tendência a um período maior não presencial. Segundo Cortella, filósofo, escrito e educador brasileiro “No futuro, não seremos inéditos na maneira de trabalhar, mas também não seremos idênticos”.

Como fazer o trabalho remoto dar certo?


Para que o trabalho remoto funcione de fato é importante ter sinergia na equipe, manter certos rituais como reuniões mais rápidas e descontraídas durante o dia, que simulam o encontro do cafezinho, para estimular as relações sociais da melhor maneira que pudermos.

O planejamento é uma orientação chave no trabalho remoto, pois ao saber para onde se quer ir é possível entender os desafios do caminho. Porém, não é possível adivinhar o que deve acontecer e por isso, tenha em mente que um bom plano é aquele que pode ser revisitado e ajustado. Ninguém imaginava que 2020 seria como foi quando os planos para o ano foram traçados e mesmo assim, o objetivo das empresas permaneceu o mesmo, ter êxito em suas atividades.

Além disso, é essencial que todos sejam líderes, funcionários e parceiros, ou seja, que o time inteiro tenha nitidez dos objetivos a serem alcançados. O esclarecimento do propósito é vital, como substituto definito das ordens sem explicação.

Outra relevante questão no trabalho remoto é a motivação pessoal, uma vontade de ser protagonista da própria vida, superando barreiras pessoais, coletivas e esporádicas como a que nos foi apresentada pela atual crise a qual estamos passando. Apesar da cultura brasileira não incentivar o empreendedorismo, ele pode e deve ser aplicado de inúmeras maneiras, porém poucos sabem dos benefícios da gestão do próprio tempo. O conhecimento é algo a ser buscado, mas exige uma atitude proativa individual.

Apesar de todos nós querermos brilhar como estrelas, somos todos juntos lindas constelações e dessa forma, o pensamento pessoal deve servir a um bem coletivo, sendo que é importante ter um balanço harmonioso entre a preocupação com o grupo e a singular.

Se diferenciar, especialmente em um mercado como o da comunicação e do marketing, não é uma tarefa fácil. Multiplique por mil essa dificuldade sem os encontros presenciais! Nunca a fidelização foi tão importante como é atualmente.

Mas isso não significa falar sim para tudo que o cliente ou a liderança sugerem. Sendo você o especialista do tema, tenha em mente que é o motorista desse carro que vai levar todos ao destino certo, que é o resultado esperado ou até mesmo a tão almejada superação das expectativas, o brilho no olho que gera a fidelização.

Os interesses do cliente e dos gestores devem mapear o percurso rumo ao objetivo, mas não traçar a rota. Pense bem e sempre se posicione como o especialista no tema, que de fato é. Não se coloca a conduta clínica de um médico em dúvida, mesmo que seja incômoda, sendo que esse profissional se torna autoridade e referência por gerações quando ao final, o tratamento funciona.

Tem algum aspecto do tema trabalho remoto nas áreas da comunicação e do marketing que ficou de fora? Conta para a gente nos comentários.


Bruna Martins

Bruna Martins

Especialista em comunicação e relações públicas. Transformando histórias em resultados de negócios.