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Seguindo a rota de aceleração digital da pandemia, a comunicação também passa por mudanças para se adaptar ao novo normal, e ao que está por vir. Nos últimos anos as abordagens mais modernas nos revelaram o impacto das redes sociais sobre veículos de mídia e de influencers sobre jornalistas. Mas será que o jornalismo tradicional morreu e devemos aproveitar as mudanças para alterar completamente o curso para as mídias sociais?

Dois mundos, mesma resposta

Com o surgimento de nuvens públicas, as empresas ficaram encantadas com suas capacidades elásticas de processamento e armazenamento e a era do “aaS” (do inglês “como serviço”) começou. Passado o tempo, e chegando a conta do provedor de nuvem no final do mês, CIO´s ao redor do mundo começaram a se perguntar “Será que vale mesmo a pena mandar tudo para a nuvem pública?”.

Na maioria dos casos a resposta foi “não”, e o argumento vai além dos custos. A verdade é que a digitalização trouxe um universo recheado de possibilidades, mas muitas delas trazem ainda mais benefícios quando combinadas a abordagens tradicionais.

Nessa disputa de nuvens a resposta mais coerente foi a nuvem híbrida, que aproveita o melhor dos dois mundos colocando na cloud o que funciona lá, mas respeitando o conhecimento legado e deixando on premise tudo o que funciona em casa.

Pois bem, a comunicação funciona do mesmo jeito. Com a chegada do Facebook muitas empresas mataram os sites, que foram substituídos por páginas no grande site do Zuck. Ao longo de (muitos) erros e acertos, surgiram novas plataformas, como o Instagram e Youtube. E mesmo hoje, com mais expertise em relação às mídias sociais, dentro da comunicação existe um território onde pessoas do mundo inteiro, de todas as faixas etárias e níveis sociais buscam informação: os veículos tradicionais de notícia, sejam eles em papel ou digital.

Confiança

Na faculdade de jornalismo, lembro muito bem do meu professor falando, “verifiquem as fontes”. Parece óbvio, mas precisa ser lembrado sempre. Ainda não há influencer ou perfil de empresa em rede social capaz de substituir o trabalho de apuração de um jornalista. Quem nunca recebeu uma notícia validada com o amigo do conhecido que ouviu falar de alguém? Então, é aí que nascem as Fake News.

No jornalismo não há espaço para notícia falsa. Nenhum repórter quer arriscar a própria reputação para publicar a primeira informação que vem pela frente só porque vai chamar atenção. Ele vai se basear em dados confiáveis como pesquisas, artigos científicos, especialistas e pessoas capazes de provar a veracidade do fato.

Muitos influenciadores são cientistas ou especialistas, mas as redes sociais estão cheias de senso comum e de pessoas que desconhecem o processo de apuração da notícia ou abusam da própria influência sobre o público para agir com más intenções.

Por outro lado, as redes aproximam as empresas do público geral. Servem muito bem para diversos tipos de anúncios e eventos e, sim, notícias e informações com bases confiáveis.

Mas qual é melhor? Social ou Assessoria?

Mesmo com todo o poder do digital, assim como a nuvem, a resposta é a mesma dos gestores de TI: as duas coisas. Isso significa que, também é “não”. A comunicação também precisa adotar uma abordagem híbrida se quiser funcionar da forma mais assertiva e abrangente possível. Social e PR trabalham em conjunto para comunicar. Existem assuntos que irão performar melhor no Linkedin, no Instagram e outros no press release e em plataformas de notícias.

Esse ambiente não pode ser de batalha entre um e outro, mas sim de união para melhorar a comunicação entre as empresas e o público alvo. Ainda, as redes podem se beneficiar do assessor de imprensa para um trabalho muito valorizado atualmente: thought leadership.

As redes sociais podem acelerar muito o thought leadership, posicionando publicamente o ativo mais importante das empresas: as pessoas que trabalham nela. Mostrar o valor dos executivos de liderança é importante para compartilhar como as empresas investem no seu pessoal e mostrar que esses líderes possuem experiência e qualidades necessárias para serem reconhecidos como referência no mercado que atuam.

Ampliar o alcance das páginas dos executivos, e não somente da empresa, mostra o lado humano das companhias que está sendo ainda mais requisitado nestes tempos de isolamento social. Apresenta um rosto, um nome, uma pessoa que representa a empresa e seus valores.

E sua empresa, está investindo em uma comunicação híbrida? Conta pra gente!