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Agora estamos com a tendência corporativa, “Novo Normal”. Para comunicar, tudo virou “Novo Normal”, mas e aí como fica o velho mundo na nova ordem mundial do comportamento humano?

Era fato que a transformação digital não estava caminhando na velocidade necessária. Muitas barreiras na vida prática, orçamentos apertados de uma crise econômica que ainda ecoa nas planilhas de muitas empresas e o choque do novo deixavam projetos na gaveta. A pandemia fez todos correrem e o que era para levar meses se transformou em dias.

Quem já tinha se preparado, apenas seguiu com o fluxo. Quem estava planejando, colocou na prática e quem não estava, saiu correndo para mandar todo mundo para casa e a revolução forçada. Os que não se adaptaram, foram ficando para trás ou vão acabar, para criar algo novo – afinal, ninguém vai ficar sentado esperando uma ajuda cair dos céus.

Vai Chacrinha!

Já dizia o finado Chacrinha lá nos anos 80: “Quem não se comunica, se trumbica”. Naquela época a internet ainda era coisa do CERN ou do pessoal de defesa dos EUA, mas a famosa frase do apresentador de TV continua valendo, pois não importa o meio (TV, Internet, Impresso etc.), mas sim a mensagem e ela vai para pessoas, que podem mudar a utilização dos meios e o comportamento, mas pessoas são pessoas.

Agora é a hora de comunicar, mas temos que levar em conta que o “Novo Normal” não foi apenas pegar o notebook, ir para casa colocando fé na VPN, se estapear com Zoom bombers e eleger o app de colaboração mais bacana de todos. Não, o isolamento foi de pessoas, não de tecnologias e isso afetou a nossa forma de comunicação.

Admirável home office novo

O sonho do home office virou imposição. Para alguns, poucos, está mais para prisão domiciliar. E aí que está a chave que precisamos virar. Ainda não encontramos o substituto para nosso modo tão brasileiro do “olho no olho” e perdemos inúmeras ferramentas como eventos e encontros de relacionamento. A cachoeira de webinars, eventos online e conference calls parece interminável. Como antes da pandemia, a tecnologia já está preparada, mas as pessoas não.

Pegando carona na literatura de ficção cientifica, no livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, um dito selvagem é transportado para uma civilização do mais alto nível tecnológico, mas na qual pessoas ainda eram pessoas. A ficção nada mais é do que um retrato, uma interpretação, da realidade e o home office real precisa ser pensado, testado e redesenhado. Entenda, nada é definitivo, tudo é DevOps agora, não só a nuvem e suas aplicações fantásticas, mas o comportamento também.

O Emissor

Logo no começo do curso de comunicação aprendemos Emissor/Meio/Receptor. Em uma comparação bem simples: Jornalista/Jornal, TV, website (Meio de comunicação)/Audiência. Quem produz uma informação, como ela é enviada e como é recebida. Aí que vamos lembrar que uma empresa de mídia é uma empresa. Assim como o restaurante por quilo agora entrega a comida em casa, e a mídia também está mudando e se adaptando para manter a rentabilidade da operação e criar novos modos de entregar a notícia.

Se por um lado temos uma infinidade de meios para pesquisar os mais variados assuntos, o Emissor, ainda é o mesmo. Não podemos sair pelas redes sociais e plataforma de vídeos acreditando em tudo que vemos – as fontes confiáveis ainda são, especialistas bem formados, cientistas e jornalistas. É muito fácil falar de política sem nunca ter aberto “O Príncipe” de Maquiavel, ou como ser um grande chef sem nem saber a diferença entre pimenta e pimentão.

A mídia especializada está lutando como todas as outras empresas para se reformular no “Novo Normal”, ela não é exceção do COVID-19. No contato com os nossos colegas de redação, vemos uma grande dificuldade em gerenciar um turbilhão de pautas que chegam diariamente nas caixas de e-mail e até mesmo lidar com notícias negativas que abalam o emocional de qualquer um. Tente passar dias lendo e escrevendo sobre a pandemia que irá sentir na pele o que eles sentem.

Estamos aqui para isso

Aí entra em ação a assessoria de imprensa assertiva. Nós somos o meio de campo. O gol não sai se não preparamos bem a jogada entre empresas e jornalistas. Agora é a hora de sabermos até qual o tipo de parafuso prende o appliance do cliente no hack do data center para reformular ideias e pensamentos estratégicos – lembra, não temos eventos, entrevistas 1:1 ou encontros de relacionamento – o campo de jogo mudou, os jogadores não.

Mas estamos aqui para isso, sabemos que qualquer crise tem dois pontos imutáveis: crises virão e não vão durar para sempre. Os “quando” e os “como” são as variáveis e o bom assessor é aquele que sabe mostrar caminhos alternativos e que vê sempre o “copo meio cheio”. A gente sempre chega lá, o objetivo é levar informação de qualidade e de interesse do receptor.

O núcleo do nosso comportamento não mudou com o isolamento, porque a nossa base é e sempre será o DevOps, muito antes do termo existir. Se vemos um muro, arranjamos uma escada, se vemos uma montanha arranjamos um caminho ao redor. Mas sempre alcançamos os objetos: ser bocas e ouvidos de uma empresa e ajudar a imprensa a levar notícias relevantes e, acima de tudo, confiáveis.