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Segundo um estudo da McKinsey, a diversidade étnica, cultural e de gênero, é diretamente proporcional ao aumento da performance financeira em vários países do mundo

Diversos estudos já mostram que investir em um ambiente mais voltado para pessoas com diferentes perfis não é mais uma questão de responsabilidade social, e sim de sobrevivência corporativa. Afinal de contas, empresas são formadas por pessoas e são elas que formam a cultura organizacional – um microcosmo da sociedade, formado por crenças, costumes e valores variados.

Empresas essencialmente masculinas, brancas, jovens e de classe média tendem a restringir a visão de seus produtos e serviços para este público. Até sabem que existem mulheres, idosos, negros, indígenas, orientais, pessoas com necessidades especiais, orientações sexuais variadas e culturas diferentes. Só que eles são invisíveis para estas organizações, e o resultado é o impacto negativo nos negócios.   

Diversas consultorias já constataram esta realidade, entre elas a McKinsey. No estudo A diversidade como alavanca de performance, feito há dois anos com 1.000 empresas de 12 países e medindo tanto a lucratividade (em termos de lucros antes de juros e impostos – EBIT), como também o  lucro econômico no longo prazo. Para dar um exemplo, empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas eram 21% mais propensas a ter lucratividade acima da média do que as empresas sem mulheres em posições de comando.

Segundo o estudo, a diversidade étnica, cultural e de gênero, é diretamente proporcional ao aumento da performance financeira em vários países do mundo. Empresas diversificadas registram maior índice de satisfação dos funcionários, clientes fidelizados e melhoram a tomada de decisões, além da atrair mais talentos. O novo profissional busca trabalhar em um ambiente que traga novas perspectivas, em termos de ideias, conhecimentos e inovações, algo que só é possível em uma equipe diversa.

Além disso, com a evolução rápida da transformação digital nas empresas é possível admitir pessoas até mesmo de outros estados e países, contribuindo ainda mais para a troca cultural dentro de uma equipe.

Como aumentar a diversidade entre as equipes?

A área de comunicação está sempre alinhada com os negócios da empresa e a estratégia da diversidade não é apenas uma tarefa pontual delegada aos profissionais de recrutamento e seleção para incluir perfis de minorias. É preciso estabelecer uma política de comunicação e preparar toda a cultura corporativa com ações que estejam focadas neste propósito.

E o primeiro passo é reconhecer a existência da discriminação. Se alguns colaboradores se sentem isolados, muito provavelmente a empresa só se preocupou com o cumprimento de cotas, e não necessariamente com mecanismos de inclusão verdadeira.

Atividades como semanas temáticas, workshops, palestras e treinamentos podem ser implementadas para o fortalecimento da cultura da diversidade, e de preferência realizada pelos próprios colaboradores. Isto faz aumentar o engajamento com toda a equipe gerando uma sensação de pertencimento, diminuindo assim os vieses inconscientes.

É importante lembrar que a comunicação não resolve problemas milagrosamente. Trata-se de um conjunto de ações contínuas que devem ser planejadas, implementadas e avaliadas regularmente, pois é preciso um olhar crítico para entender tudo o que funciona. E o que não funciona.


Estela Silva

Estela Silva

Com mais de 25 anos de experiência em comunicação, Estela Silva é fluente em inglês e espanhol, mestre em Comunicação Internacional pela University of Leeds, Inglaterra, MBA em inovação Tecnológica pela POLI/USP e graduada em Relações Públicas pela USP e Jornalismo pela Cásper Líbero.