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CEO da TOPdesk destaca que é a principal lição foi entendimento de que é possível aprender, adaptar e prosperar, mesmo em um ano de crise

Por Tiago Krommendijk*

Mesmo com um cenário desafiador, algumas empresas de tecnologia irão apresentar ao final deste ano um leve crescimento, em função da pandemia que acelerou a transformação digital. Esse é o caso do mercado de service desk, que em grande parte se beneficiou da alta demanda por tecnologia em todos os setores e da ampla prática do home office, principalmente durante o isolamento social, que acabou por transformar definitivamente as relações de trabalho.

De acordo com a consultoria Gartner, em um estudo desenvolvido entre maio e junho de 2020, cerca de 69% dos conselhos de administração disseram ter acelerado suas iniciativas de negócios digitais motivadas pelas consequências da disseminação do novo vírus, sendo que cerca de metade dos boards adiantaram algumas modernizações no modelo de negócios das organizações. Para eles, os focos estratégicos foram as iniciativas de tecnologia digital, o envolvimento do cliente e também a gestão da força de trabalho remota.

Além disso, em um momento de incertezas é inevitável que as empresas revejam as ferramentas utilizadas e o ROI que oferecem. As soluções personalizáveis do mercado passam a perder o atrativo, já que 80% dos processos realizados é igual ao desempenhado por ferramentas prontas para uso. Os 20% restantes que necessitam de alguma customização, representam 80% dos custos.

A estratégia de focar em ferramentas best of suíte, ferramentas que se especializam em oferecer 100% de funcionalidades de uma variedade de especializações em uma única ferramenta fazia sentido no passado, pois eram poucas as tecnologias de ponta para a gestão dos serviços de TI e integrações eram complicadas e caras. Isso também gerou a grande lacuna entre as empresas de grande porte e as PME (pequenas e médias empresas) no que diz respeito ao acesso e avanço da TI. Essa prática deixava tudo muito caro e de difícil acesso para orçamentos mais baixos.

Há um aumento progressivo das estratégias de utilização de ferramentas especializadas voltadas para diferentes finalidades e a integração delas entre si, o que se tornou cada vez mais fácil, graças aos avanços das tecnologias voltadas a realizar integrações como as API´s, ou Interfaces de Programação de Aplicativos.

Essa estratégia, de utilizar ferramentas best of breed, oferece a melhor relação entre custo e benefício por fornecer especialização, aliada à facilidade de implementação, alta disponibilidade e o ágil desenvolvimento. As grandes marcas fornecedores dessas ferramentas somam as soluções dos seus parceiros em Market Places reunindo especialistas em diferentes tecnologias com as melhores soluções, que apresentam alta performance e oferecem ainda, menores gastos.

Se com relação às ferramentas as empresas precisam fazer mais com menos recursos financeiros, do ponto de vista humano não é muito diferente. O trabalho remoto permitiu que as organizações percebessem que não precisam manter os escritórios físicos tal como eram antes da pandemia, é possível produzir à distância, reduzir as instalações e como consequência os gastos.

Além de economia, o trabalho remoto ainda manteve ou em alguns casos até aumentou os ganhos das empresas. De acordo com  pesquisa da consultoria KPMG divulgada em setembro deste ano, para 47% dos empresários no home office o rendimento permaneceu o mesmo comparado ao modelo de trabalho presencial, sendo que 24% apontou que o trabalho remoto experimentado durante a pandemia promoveu um crescimento de até 20% nos negócios.

Principal lição observada pela TOPdesk

O ano de 2020 parte carregado de inúmeras lições valiosas, mas a principal delas é o entendimento de que mesmo em situações de crise é possível aprender algo para adaptar-se ou até mesmo, prosperar em um novo cenário. Como dizia o melhor futebolista europeu do século 20, Johan Cruyff, “Cada desvantagem tem sua vantagem”.

*Tiago Krommendijk é diretor geral da TOPdesk no Brasil