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Já dizia um velho amigo meu: o bom da crise, é que ela passa. E enquanto a vivemos, devemos aprender as lições que ela pode nos ensinar. Há pouco mais de um mês da chegada da pandemia em nosso país, com a sociedade confinada a espaços limitantes, a primeira lição que consigo extrair é o papel da comunicação e o poder que ela assumiu diante da crise que estamos vivendo.

Poderia discorrer vários aspectos, mas vou me prender a dois que julgo serem os mais relevantes em minha opinião: o papel da imprensa, de levar a informação, de esclarecer os fatos, principalmente em tempos de fake news e o de engajamento social por um propósito em comum, na velocidade das Redes Sociais.

Jornalismo Profissional

Depois de anos consecutivos de quedas nas vendas em bancas, de anunciantes e do número de leitores, muitos veículos tradicionais de imprensa começaram a perceber aumento de audiência a partir dos primeiros casos registrados de Covid-19 no país, ou seja, o jornalismo profissional é impactado positivamente pela pandemia do coronavírus. Um exemplo é o GLOBO que atingiu em março, logo no início da pandemia, um pico histórico de audiência com 235 milhões de acesso e 71 milhões de visitantes.

Outros jornais e portais de notícias também registraram aumento expressivo no consumo de notícias. Além da geração de empregos, pois muitos profissionais que estavam afastados das redações, retomaram seus postos de trabalho, a imprensa resgata seu papel de fornecer informação confiável ao leitor para lidar com os números da pandemia nessa época de tanta incerteza gerada pela disseminação das fake news.

Vai passar

A frase “Vai Passar” jamais será esquecida e estará para sempre na memória dos brasileiros em 2020 por simbolizar uma das maiores campanhas de incentivo contra os prejuízos financeiros, emocionais e tantos outros problemas causados pelo isolamento social em razão da pandemia do coronavirus.

O #Vai Passar ganhou as Redes Sociais, viralizou e alcançou os diversos níveis da sociedade mobilizando milhares de pessoas engajadas no mesmo espírito de ajuda ao próximo, de solidariedade, de parar tudo e ter um olhar mais humano sobre os fatos. De repente, começou a aparecer um movimento em massa de empresas, cidadãos comuns, profissionais referências em suas áreas de atuação dando exemplos de que forma cada um poderia contribuir para amenizar os efeitos da crise.

E quanto mais se comunicava, seja via imprensa, ou dentro dos condomínios, mais adeptos o movimento ganhava. Empresas do setor de tecnologia têm tido um papel importante neste processo de “amortização” dos efeitos da crise, oferecendo seus produtos e serviços de forma gratuita. Que venham outros tantos segmentos. A pergunta agora é até quando? E até lá, como sobreviver? Como lidar com os impactos causados por uma pandemia que deixará marcas profundas em todas as áreas?